A pouco e pouco, Leonor ingressa no mundo criminoso dignificado pela literatura do mal, na pátria metafísica de todos os dissidentes espirituais, atormentados pelo desejo irreprimível de liberdade. Nela encontra o refúgio necessário a uma alma naturalmente transgressora, que deitou por terra aquilo que aprendeu e aceitou em criança, e uma via saudável para essa transgressão, edificante em vez de destrutiva e auto-punitiva. Assim, as caganitas que caem dos pássaros enfurecidos em voos de liberdade individual germinam em flores prodigiosas. Do solo fertilizado pela virilidade singular do poeta brotam árvores frondosas que dão frutos imperecíveis para as gerações vindouras.