Uma lâmina aguçada golpeando a carne do incrédulo, que de repente se apercebe da realidade imediata da dor e urra em desespero, porque não a pode suportar. Abrimos os olhos para a súbita crueza dos elementos, a frieza do aço, a clara nitidez dos objectos físicos, e constatamos que não há objectos que não sejam físicos – e isto é o desespero, a constatação da natureza somente física da realidade –, e nada no mundo nos seduz positivamente, mas muito nos seduz negativamente, para um prazer agressivo e viciante de auto-flagelação.