Próximos os corpos
Mas há distâncias de vidro entre nós
Onde flutuam obscenidades
Imaginações apenas da adolescência em que teimamos ficar presos.
Só os olhares se tocam
Creio que atravessam estas fronteiras
O cimento estala e cai
Fios se sangue saltam de ti
E prendem-me.
Conheces-me por dentro. É recíproco – eu conheço-te a ti
Há séculos
Milénios talvez
Desde sempre
E há um encontro que é uma maldição e não devia acontecer nunca.
Se também as mãos agissem
E tu me tocasses
Eu morreria.