Não suporto seres pretensiosos,
que procuram o propósito para a existência
em vez do heroísmo dos segundos vividos.
Mas que mania as pessoas têm
de exagerarem nas contas
de passarem a vida a cacarejar insultos umas às outras
como se no mundo não houvesse mais para ver,
parvas
impossíveis criaturas de olhos brancos
contemplando a imagem fictícia do que são
imaginando obscenidades várias para ser menor a dor de viver
sonhos de si-mesmas,
medonhas criaturas fracas
craituras hediondas de peso na consciência
de não o serem autenticamente
incapazes seque de absoluta fealdade
derrapando nas verdades que vomitam.
Não serei igual.